Regra geral qualquer objecto pode ser utilizado como objecto de meditação, principalmente se nos identificarmos com a força desse mesmo objecto, conseguindo uma boa meditação e relaxamento da mente.
Se, pelo contrário, não nos identificarmos com um determinado objecto, não conseguiremos alcançar a paz interior e terá um efeito neutro na prática diária.
Existem muitos objectos virtuosos para meditar, conseguindo a praticar o Dharma e alcançando a confiança nas nossas práticas.
Uma excelente forma de meditação é na vida humana que é preciosa e que nos permite entender que temos uma oportunidade especial nesta vida.
Se conseguirmos alcançar o enorme potencial que podemos neste vida, não iremos gastar tempo e energia em actividades sem qualquer significado para esse objectivo maior que nos ocupará o dia a dia.
É necessário meditar no amor, na compaixão. Desenvolver e manter um coração aberto e feliz com todos os seres vivos do planeta.
É preciso meditar na morte e no sentido de que não somos permanentes, para darmos valor às coisas e ultrapassar a inactividade e a procrastinação. Desta forma a nossa prática de Dharma é pura e procurará ultrapassar as nossas preocupações pelas coisas pequenas da vida.
Precisamos de meditar no sofrimento humano para nos podermos libertar permanentemente e atingir o nirvana. Este desejo, conhecido como renuncia, encoraja-nos a completar as práticas e a seguir o caminho espiritual que nos levará ao objectivo de atingir a libertação total.
A meditação no amor e na compaixão permite ultrapassar o nosso ego e desenvolver um bom coração perante todos os seres vivos deste planeta.
Com este coração aberto necessitamos de meditar na busca de um ser superior para erradicarmos a nossa ignorância e conseguirmos chegar a Buda, abandonando as obstruções.
Através da meditação sobre um objecto conseguiremos ter a percepção completa desse objecto e assim atingir níveis mais profundos da experiência e realização pessoal.
O objectivo principal da meditação em objectos é a de transformar as nossas mentes no caminho da iluminação através da conquista dos níveis mais profundos da realização pessoal.
O sinal de que ganhámos a realização é que nenhuma das nossas acções subsequentes são incompatíveis com ela e todas as acções passam a ter maior significado.
Por exemplo, quando meditamos sobre a compaixão e sentimos essa realização, nunca mais seremos capazes de infligir qualquer mal a outro ser vivo, logo a meditação torna-nos mais completos e espirituais.
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